
Entre as diversas instâncias deliberativas do Centro, uma se destaca pela sua importância para a preservação da transmissão fiel dos ensinamentos: o Conselho da Recordação dos Ensinos do Mestre Gabriel, formado por discípulos conduzidos ao Quadro de Mestres pelo autor da União e outros, convocados posteriormente por motivo de desencarnamento dos mais antigos.
Dele, fazem parte mestres que acompanharam o Mestre desde os tempos nos seringais, como m. Pequenina, sua esposa, e m. Pernambuco, e outros, que vieram a ingressar na UDV já em Porto Velho, de 1965 em diante.
São eles, os mestres: Santos, Modesto, Manoel Nogueira, Hilton, Cruzeiro (Florêncio), Braga, Ramos e Zé Luiz, além de Paixão, Monteiro, Bartolomeu e Napoleão. Em seguida, receberam o grau de Mestre Joanico, Messias e Adamir. A eles vieram somar ainda Herculano, Roberto Souto, Sidon, Cícero e Nonato.
Tendo a maioria deles seguido na UDV, reuniam-se regularmente em Porto Velho, quando lá estava localizada a Sede Geral. Com a expansão do Centro, muitos foram difundir a doutrina do Mestre em outros estados brasileiros e alguns desencarnaram.
Já no final de 1982, quando se deu a transferência da Sede Geral para Brasília, crescia a necessidade de reunir os mestres de origem da UDV para estudar e unificar os ensinos do Mestre, mas o primeiro encontro com este fim só veio a acontecer nos dias 17 e 18 de abril de 1987, na cidade de Jarú, em Rondônia.
Naquela época, o grupo era denominado apenas informalmente como “mestres antigos”, para diferenciar daqueles que receberam o grau após a passagem do Mestre Gabriel. Não havia ainda, portanto, se constituído como órgão do Centro, o Conselho da Recordação, com atribuições bem definidas.
Nem todos os mestres formados pelo Mestre Gabriel participaram desse encontro em 1987. Alguns deles já não participavam das atividades da UDV e outros, já haviam desencarnado.
Quando, em abril de 1988, passou a se constituir como órgão do Centro, o Conselho da Recordação tinha em sua composição quinze membros. Dele, fazia parte ainda o m. Jair, filho do Mestre Gabriel, mesmo não tendo recebido o grau por indicação do seu pai, foi colocado no
Conselho porque compartilhou momentos importantes durante a recriação da União. Foi convocado para o órgão o mestre Roberto Evangelista, que convivera com o Mestre somente na condição de discípulo, por critério adotado à época.