Foi o primeiro encontro do conhecimento acadêmico com a sabedoria de um mundo transcendental cuja origem poucos conhecem. O cipó com o qual era preparado o chá veio a ser denominado Banisteriopsis caapi, o mesmo que é reconhecido na União do Vegetal como Mariri.
Aquele chá, comungado entre os Tucanos e Richard Spruce, sabem os discípulos da UDV, é Hoasca, utilizado em suas sessões para efeito de concentração mental.
Quando, mais de cem anos depois, na década de 1970, deu-se a expansão do uso ritualístico da Hoasca para além das fronteiras da Amazônia, com a formação de diversas comunidades urbanas usuárias do chá, tanto na UDV quanto em outras entidades de cunho religioso, começaram a surgir os primeiros questionamentos das autoridades públicas em relação ao uso do Vegetal em rituais religiosos.
Consciente da verdade contida nas palavras do Mestre da União - "O Vegetal é comprovadamente inofensivo à saúde" - e observando a necessidade de assegurar aos seus filiados o direito de uso do Vegetal em seus rituais religiosos, a Direção do Centro instituiu, em 1986, o Departamento Médico-científico - Demec, criado para atuar como um canal permanente de relacionamento da UDV com a comunidade acadêmica.
Por todo esse tempo, o Demec promoveu e apoiou diversas pesquisas científicas sobre os efeitos do uso continuado do chá Hoasca, com resultados que confirmam a palavra do Mestre da União por autorizadas instituições acadêmicas brasileiras e internacionais.
Através dos programas do seu Departamento Médico-Científico, a União do Vegetal mantêm abertas as suas portas para que as autoridades públicas e as instituições acadêmicas possam observar, sem restrições ou constrangimentos, o desenvolvimento da nossa prática religiosa e os benefícios notáveis que o uso da Hoasca promove na vida dos discípulos do Centro.