Projeto Hoasca


Para muitos, o convívio com os preceitos doutrinários da UDV começa cedo.

Realizado em 1993, o Projeto Hoasca surgiu em decorrência da realização dos primeiros congressos de saúde da UDV e foi conduzido por nove centros universitários e instituições de pesquisa do Brasil, Estados Unidos e Finlândia, com financiamento da "Botanical Dimensions" (ONG dos EUA) e envolvendo mais de trinta pesquisadores. 

A pesquisa avaliou um grupo de 15 usuários que há mais de 10 anos utilizavam regularmente o Vegetal em rituais da UDV nos aspectos de saúde geral e mental. Outros 15 indivíduos - que nunca utilizaram o chá Hoasca - foram estudados com os mesmos métodos para efeito de comparação de resultados (grupo controle).

A fase de campo (coleta de dados) foi realizada em Manaus, Amazonas, e abrangeu aspectos diversos, botânicos, fitoquímicos, toxicológicos, farmacocinéticos, neuroendócrinos, clínicos e psiquiátricos. Segundo o Dr. Charles Grob (UCLA), principal investigador do projeto, "foi um estudo intensivo e exaustivo jamais realizado dos aspectos médicos da Hoasca".

Em 1994, começaram a serem publicados na literatura científica os primeiros artigos decorrentes desse trabalho, com os resultados preliminares da pesquisa indicando a existência de segurança no uso ritual que é feito do chá Hoasca na UDV. 

A avaliação da condição geral de saúde (avaliação clínica basal) não encontrou nenhum dano em qualquer sistema do organismo: respiratório, cardiovascular, renal-metabólico, neurológico e gastrointestinal entre os usuários do chá Hoasca.

A avaliação dos aspectos de saúde mental foi abrangente. A análise da personalidade dos indivíduos da UDV evidenciou que estes tendiam a serem pessoas mais seguras, calmas, dispostas, alegres, emocionalmente maduras, ordeiras, persistentes e confiantes em si mesmas em relação aos indivíduos do grupo controle.

A pesquisa indicou que os usuários regulares do chá Hoasca apresentam um melhor nível de humor. Esse resultado, correlacionado com os achados do estudo de receptores plaquetários de serotonina aponta um possível efeito anti-depressivo do chá. 

O inquérito de diagnósticos psiquiátricos CIDI avaliou a existência atual e anterior de todos os tipos de transtornos psiquiátricos, inclusive dependência de substâncias. Os resultados obtidos demonstraram a inexistência de distúrbios psiquiátricos atuais entre os usuários do Vegetal, inclusive os que caracterizam "vício" (abstinência, tolerância, comportamento de abuso e perda social). 

A avaliação neuropsicológica demonstrou que os membros da UDV tinham maior poder de concentração e melhor resposta de memória auditiva imediata que os indivíduos do grupo controle.  

 Em conjunto, o Projeto sobre aFarmacologia Humana da Hoasca abordou as seguintes aspectos:

  • Botânico:identificação das espécies vegetais utilizadas no preparo do chá Hoasca.
  • Fitoquímico: análise dos princípios ativospresentes no chá Hoasca e nas plantas que o compõem.
  • Neurotoxicidade Aguda: ensaios em animais para avaliarse o chá Hoasca causa danos ao sistema nervoso central.
  • Farmacocinético: mecanismos de distribuição,armazenamento e metabolização pelo organismo humano das substâncias presentesno chá Hoasca.
  • Neurorreceptores: investigação de possíveismecanismos da fisiologia cerebral envolvidos no uso da Hoasca, através doestudo dos receptores de serotonina em plaquetas.
  • Neuroendócrino: Verificação do comportamento dealguns hormônios (cortisol, hormônio do crescimento e prolactina) durante oefeito agudo do chá, e sua correlação com mecanismos de ação dos constituintesda Hoasca no cérebro.
  • Clínicos: avaliação da condição geral desaúde (avaliação clínica basal) e dos efeitos fisiológicos agudos provocadospela ingestão do chá Hoasca.
  • Psiquiátricos: análise da estrutura depersonalidade e investigação da existência de dependência ou outros distúrbiospsiquiátricos atuais ou anteriores nos usuários do chá Hoasca. Avaliaçãoneuropsicológica (memória auditiva de curta duração) e da fenomenologia(percepção orgânica, sensorial e mental) vivenciada na experimentação do chá.

Participaram do Projeto Hoasca com o Centro de Estudos Médicos da UDV as seguintes as instituições de pesquisa e centrosuniversitários:

  • Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM)- Brasil
  • Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Brasil
  • Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) - Brasil
  • Universidade Federal do Amazonas (UFAM) - Brasil
  • Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) - Manaus, Brasil
  • Universidade de Kuopio - Finlândia
  • Universidade da Califórnia, Los Angeles - Estados Unidos
  • Universidade de Miami - Estados Unidos
  • Universidade do Novo México - Estados Unidos








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